Bruno Nunes, representante de três associações, reagiu com firmeza à decisão do tribunal que ordenou a retirada de cartazes de André Ventura, afirmando que a comunidade cigana não deve ser alvo de discriminação. A vitória legal foi celebrada como um passo importante na luta contra o preconceito e pela dignidade da comunidade.
Nunes destacou que Ventura terá 24 horas para retirar os cartazes que violam os princípios constitucionais da não discriminação. Ele enfatizou que a comunidade cigana não é composta por “coitadinhos”, mas sim por cidadãos que contribuem para a sociedade, como ele próprio, uma mulher cigana formada em jornalismo.
A reação de Nunes foi contundente ao criticar o discurso de Ventura, que perpetua estigmas e desinformação sobre a comunidade. Ele argumentou que a maioria dos ciganos deseja se integrar, mas enfrenta barreiras estruturais que dificultam essa inclusão. A desinformação e a generalização, segundo Nunes, são prejudiciais e não refletem a realidade da comunidade.
As declarações de Nunes foram feitas em um contexto de crescente tensão política e social. O tribunal, ao decidir que o cartaz de Ventura era ofensivo, reafirmou que a liberdade de expressão tem limites, especialmente quando se trata de direitos humanos e dignidade.
Bruno Nunes também criticou a manipulação da mídia em relação ao partido Chega, sugerindo que a cobertura negativa poderia impulsionar a popularidade de Ventura. Ele expressou preocupação com a forma como a retórica de Ventura poderia alimentar a discriminação e a violência contra a comunidade cigana.

A discussão se intensificou com dados que mostram um aumento nos crimes de ódio e na discriminação contra os ciganos em Portugal. Nunes e outros defensores da comunidade pedem um debate mais construtivo, que promova a inclusão e o respeito mútuo.
A vitória legal contra os cartazes de Ventura é vista como um marco, mas a luta contra a discriminação continua. Associações e ativistas pressionam por políticas que promovam a verdadeira integração da comunidade cigana, destacando que a mudança deve vir de um esforço conjunto entre todos os cidadãos.
O clima de polarização política em Portugal levanta questões sobre o futuro da convivência entre diferentes comunidades. A abordagem de Ventura, centrada em estigmas e divisões, é amplamente criticada por aqueles que buscam uma sociedade mais justa e igualitária.
À medida que a situação se desenrola, a pressão sobre Ventura e o partido Chega aumenta. A comunidade cigana, unida por suas associações, continua a lutar por reconhecimento e direitos, desafiando discursos de ódio e preconceito com uma mensagem de dignidade e cidadania.
