André Ventura, líder do partido Chega, concedeu uma entrevista impactante, onde discutiu a atualidade política em Portugal, a crise de natalidade e a imigração. Ventura pede uma oportunidade de mudança, destacando a insatisfação com os partidos tradicionais e a necessidade urgente de uma nova abordagem política para o país.
Na Assembleia da República, Ventura expressou sua convicção de que Portugal está em um momento crítico, marcado por instabilidade política e uma crescente insatisfação popular. Ele enfatizou que os cidadãos têm agora a chance de escolher um novo caminho, longe do bipartidarismo que dominou o país por décadas.
O líder do Chega traçou um paralelo entre a sua trajetória pessoal e sua liderança no partido. Ele compartilhou suas experiências de vida, desde o crescimento em um subúrbio de Lisboa até sua formação acadêmica, ressaltando como essas vivências moldaram suas prioridades políticas. Ventura destacou a importância de lutar pelas necessidades da população mais vulnerável, refletindo uma revolta contra as desigualdades que observou ao longo de sua vida.

Ventura abordou a questão da natalidade, alertando que Portugal enfrenta uma crise demográfica. Com uma taxa de 1,4 filhos por mulher, ele argumentou que é essencial promover políticas que incentivem as famílias a ter mais filhos. O líder do Chega criticou a atual política de imigração, afirmando que a regularização em massa de imigrantes ilegais é um erro que ameaça a identidade nacional.

O político também se posicionou contra a carga fiscal elevada, que atingiu um recorde de 35,7% do PIB. Ventura defendeu a necessidade de uma política fiscal mais justa, que beneficie as famílias e promova a natalidade. Ele propôs um sistema que priorize a aquisição de habitação pelos jovens, facilitando a formação de famílias.

Em sua análise sobre a corrupção, Ventura destacou que o combate a esse problema é fundamental para garantir um futuro melhor para os portugueses. Ele afirmou que é possível arrecadar bilhões de euros anualmente com políticas eficazes de combate à corrupção e confisco de bens. Para ele, a luta contra a corrupção deve ser uma prioridade inegociável.
Ao final da entrevista, Ventura reafirmou sua determinação em ser uma voz de mudança em Portugal. Ele pediu aos cidadãos que considerem dar uma oportunidade ao Chega, destacando a importância de romper com o passado e construir um futuro mais justo e igualitário. A urgência de suas palavras ressoou, refletindo a tensão e a expectativa que permeiam o cenário político atual.
