André Ventura, líder do partido Chega, protagonizou um momento explosivo na RTP3 durante a Grande Entrevista. Em uma discussão acalorada com um jornalista, Ventura desafiou a imparcialidade da imprensa e defendeu que os jornalistas não devem expressar suas opiniões enquanto entrevistam figuras políticas, criando um clima tenso e polêmico.
O embate começou quando Ventura confrontou o jornalista sobre a adequação de suas opiniões durante a entrevista. Ele argumentou que o papel do jornalista é transmitir a verdade e não emitir juízos de valor, levantando questões sobre a ética na cobertura política.
“Os jornalistas têm o direito de opinar, mas não durante uma entrevista. Ninguém quer saber o que pensam”, declarou Ventura, enfatizando que a imparcialidade deve prevalecer na mídia. A afirmação provocou reações intensas, tanto no estúdio quanto nas redes sociais, onde apoiadores e críticos se manifestaram.
Ventura também criticou a representação desproporcional da esquerda na mídia, alegando que os partidos de esquerda recebem mais atenção e espaço nas televisões, enquanto o Chega é frequentemente questionado de forma agressiva. Ele citou exemplos de como outros políticos não enfrentam o mesmo nível de escrutínio.
A tensão aumentou quando Ventura se referiu a episódios de insultos e comportamentos inadequados de outros partidos, desafiando o jornalista a ser mais crítico em relação a figuras políticas de esquerda. “Se eu fosse questionado da mesma forma, você não gostaria”, afirmou, ressaltando a falta de equidade no tratamento entre os partidos.

O clima no estúdio se tornou palpável, com Ventura defendendo suas posições e exigindo respeito pelo seu partido e pelos eleitores que o apoiam. Ele insistiu que a votação crescente do Chega é um sinal de que a população reconhece seu trabalho e abordagem política.
Enquanto o debate continuava, Ventura não hesitou em criticar a falta de responsabilidade de outros líderes políticos, afirmando que a corrupção e as demissões em governos anteriores não foram devidamente questionadas pela imprensa. “Por que não confrontaram outros líderes sobre seus erros?”, indagou.
A entrevista se transformou em um campo de batalha ideológico, com Ventura insistindo que sua postura não é apenas válida, mas necessária em um sistema político que, segundo ele, falhou em representar adequadamente a vontade do povo. “Estamos aqui para mudar a política”, concluiu.
Esse episódio na RTP3 não apenas expôs a tensão entre políticos e jornalistas, mas também levantou questões cruciais sobre a imparcialidade na cobertura da política em Portugal. O que começou como uma entrevista se transformou em um debate acalorado sobre a ética e a responsabilidade na mídia.
