O líder do Chega, durante uma recente intervenção, criticou a falta de condenação da violência política em Portugal, especialmente quando se trata de agressões a deputados do seu partido. Ventura destacou a hipocrisia que permeia as reações a diferentes tipos de violência, chamando a atenção para um padrão de silêncio quando a agressão vem da esquerda.
Em uma declaração contundente, Ventura afirmou que a violência deve ser condenada independentemente de sua origem. Ele denunciou a aparente aceitação de atos violentos contra a direita, enquanto a esquerda é frequentemente chamada de “ativistas”. O líder do Chega pediu um debate político sem violência, ressaltando a necessidade de uma postura firme contra todos os tipos de agressão.
O deputado também abordou a questão da nacionalidade, defendendo que a cidadania portuguesa não deve ser concedida de forma leviana. Segundo Ventura, é essencial garantir que apenas aqueles que respeitam as leis e os valores do país possam se tornar cidadãos. Ele criticou a ideia de que ser imigrante e português é a mesma coisa, argumentando que isso dilui o significado da nacionalidade.

O discurso de Ventura ocorreu em um contexto de crescente tensão política, onde a polarização entre esquerda e direita se intensifica. Ele pediu um compromisso claro de políticos e líderes para condenar a violência de forma equitativa, independente de quem a perpetra. A falta de ação, segundo ele, contribui para um clima de impunidade.

Ventura também fez referência a incidentes específicos, como a agressão a deputados do Chega em manifestações, destacando a ausência de reações adequadas por parte das autoridades. Ele enfatizou que a violência não pode ser tolerada e que a sociedade deve se unir contra qualquer forma de agressão.

A declaração de Ventura é um apelo à responsabilidade política e social, instando todos os cidadãos a se posicionarem contra a violência. Ele concluiu afirmando que a verdadeira cidadania deve ser defendida e respeitada, e que a Constituição não deve ser um obstáculo para a justiça e a ordem no país.
A urgência da mensagem de Ventura ressoa em um momento crítico da política portuguesa, onde a necessidade de diálogo e respeito mútuo é mais importante do que nunca. O apelo à unidade contra a violência e a defesa da nacionalidade portuguesa são temas que prometem continuar a gerar debate intenso no futuro próximo.