Miguel Morgado, em um debate explosivo, revelou que Portugal pode enfrentar déficits financeiros já em 2026, desafiando a narrativa otimista do governo. Ele destacou a relação direta entre a imigração e o aumento dos preços das casas, alertando sobre a paralisia das instituições e o impacto devastador na classe média.
O Banco de Portugal confirmou que, apesar das previsões de crescimento, a realidade fiscal do país é alarmante. A expectativa de déficits em 2026 e 2027 lança uma sombra sobre a economia, levantando questões cruciais sobre a sustentabilidade das finanças públicas.
Morgado criticou a manipulação das previsões orçamentais, sugerindo que o governo utiliza truques contábeis para esconder a verdadeira situação. “Estamos a violar regras orçamentais europeias”, afirmou, enfatizando que a situação não é apenas preocupante, mas uma bomba-relógio prestes a explodir nas mãos dos cidadãos.

A crise habitacional também foi um ponto central. Morgado destacou que a imigração tem um impacto direto nos preços das casas, exacerbando a dificuldade de acesso à habitação. O aumento da população, combinado com a escassez de novas construções, resultou em um mercado imobiliário insustentável.

As instituições do Estado, segundo Morgado, estão em colapso devido à incapacidade política. O Tribunal Constitucional e o Provedor de Justiça estão paralisados, comprometendo a governança e a confiança pública. Ele alertou que a falta de ação pode levar a um agravamento da crise social e econômica.

“Se o crescimento é sustentado por déficits e impostos crescentes, quem paga a conta é sempre o cidadão comum”, disse Morgado. A classe média está sendo espremida, perdendo poder de compra enquanto o Estado aumenta impostos e taxas. O que parece ser um crescimento é, na verdade, uma dependência fiscal insustentável.
A situação é crítica e exige ação imediata. Com um futuro incerto e instituições fragilizadas, a questão permanece: até quando a classe média suportará essa pressão? Morgado deixou claro que a situação não é normal; é um alerta para todos os cidadãos. O tempo para agir é agora.
