André Ventura, líder do Chega, lançou um ataque feroz contra jornalistas e a esquerda política em uma recente aparição pública. Ele questionou a falta de escrutínio sobre Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, após a prisão de um financiador da flotilha que levou a Mariana Morta Água a Gaza, acusando-a de financiar o terrorismo.
Ventura enfatizou que se ele estivesse envolvido em uma situação semelhante, estaria sendo amplamente criticado. “Se isto tivesse sido com André Ventura, hoje teria em todos os jornais da tarde e da noite”, afirmou, exigindo igualdade de tratamento na cobertura midiática.
A prisão do financiador, que supostamente esteve ligado a atividades terroristas, levantou questões sobre a responsabilidade política de Martins e seu partido. Ventura não hesitou em chamar a atenção para o fato de que a esquerda parece escapar de um escrutínio rigoroso, enquanto a direita é constantemente vigiada.
“Como é que se pode considerar normal que a líder de um partido esteja a viajar pelo Mediterrâneo com o apoio de terroristas?”, questionou Ventura, desafiando a imprensa a investigar a fundo a situação. Ele pediu que a mesma intensidade de investigação aplicada à direita fosse estendida à esquerda.
O político não se intimidou ao afirmar que todos os grupos, incluindo minorias, devem cumprir a lei. “As minorias têm que cumprir a lei, como todos os outros cidadãos”, disse, defendendo uma abordagem equitativa para todos os cidadãos.

O contexto da prisão e as alegações de financiamento ao terrorismo geraram um clima de tensão política. Ventura insistiu que a sociedade deve exigir respostas e responsabilização, independentemente da filiação política. “Não podemos ter um país que só escrutina um lado”, alertou.
A situação é ainda mais crítica com a aproximação das eleições presidenciais. Ventura expressou preocupação com a inclusão de candidatos excluídos nos boletins de voto, sugerindo que isso pode confundir os eleitores e comprometer a integridade do processo eleitoral.
A urgência das declarações de Ventura ecoa a necessidade de um debate político mais transparente e justo. Ele concluiu afirmando que a democracia deve ser um espaço onde todos os cidadãos, independentemente de sua origem, são responsabilizados por suas ações.
A pressão está agora sobre Catarina Martins e o Bloco de Esquerda para que se posicionem sobre as alegações. A sociedade civil aguarda ansiosamente por respostas e um esclarecimento sobre a relação entre política e financiamento de atividades controversas.