Patrícia Nascimento, do partido CHEGA, não poupou críticas ao governo do Partido Socialista (PS) durante uma recente declaração. A Ministra da Saúde foi acusada de hipocrisia em meio a um colapso evidente no Sistema Nacional de Saúde (SNS), que enfrenta uma crise de recursos e longas filas de espera para atendimentos.
Em uma contundente fala, Nascimento destacou que a saúde em Portugal está em um estado lastimável, resultado de anos de má gestão por parte dos governos do PS e do PSD. “Precisamos de reformas urgentes, e não podemos continuar a ver o SNS deteriorar-se enquanto o governo permanece inerte”, enfatizou.
A líder do CHEGA criticou a falta de transparência do ministério e a incapacidade de apresentar soluções concretas para os problemas que afligem a população. “As filas de espera para consultas e cirurgias estão insuportáveis. É imperativo que o governo reconheça a necessidade de ajuda do setor privado sem abdicar do SNS”, afirmou Nascimento.

Ela também abordou a questão dos médicos tarefeiros, sugerindo que a solução não é simplesmente proibir sua atuação, mas sim criar condições que incentivem os profissionais a permanecer no SNS. “Precisamos fixar profissionais no SNS e oferecer melhores condições de trabalho e salários”, declarou.

A ex-ministra da Saúde, que participou da discussão, corroborou as críticas, afirmando que a falta de cuidados primários e médicos de família é um fator crítico que agrava a situação nas urgências. “Sem médicos de família, o sistema não funciona. Precisamos de uma abordagem integrada e eficaz”, ressaltou.

O clima no parlamento estava tenso, com acusações mútuas entre os partidos. Nascimento não hesitou em chamar a atenção para a necessidade de ações concretas em vez de discursos vazios. “Precisamos de resultados, e não de promessas. A saúde das pessoas está em jogo”, concluiu.
Com a pressão aumentando sobre o governo, a população aguarda respostas e soluções eficazes para um sistema que, segundo Nascimento, “não pode continuar a ser negligenciado”. O futuro do SNS e a saúde dos portugueses estão em um ponto crítico, e a urgência de reformas nunca foi tão evidente.
