André Ventura gerou polêmica ao discutir a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro. Em um tenso confronto com uma jornalista, Ventura defendeu a ação, afirmando que a justiça venezuelana falhou em agir contra um regime sanguinário. As reações estão fervendo.
No calor do debate, Ventura não hesitou em classificar Maduro como um “sanguinário” e um “ditador”. Ele enfatizou que a prisão de líderes autoritários deve ser celebrada, argumentando que o lugar de um ditador é na prisão. Essa declaração provocou uma resposta imediata da jornalista, que questionou a legitimidade da intervenção internacional.
A discussão se intensificou quando Ventura questionou a jornalista sobre o que deveria ser feito em relação a um regime que oprime e mata seu próprio povo. Ele desafiou a ideia de que a justiça deveria ter atuado, destacando que em muitos países, como a Venezuela, a justiça é sequestrada por regimes autoritários.
Ventura também fez um paralelo com outras ditaduras, como a da Coreia do Norte e do Irã, sugerindo que a intervenção externa, embora problemática, pode ser necessária em casos de opressão extrema. Ele criticou a inação da comunidade internacional, argumentando que, sem ação, os ditadores continuarão a prosperar.
Enquanto isso, a repercussão da intervenção militar e a prisão de Maduro continuam a gerar debates acalorados nas redes sociais. Muitos venezuelanos, incluindo a significativa comunidade portuguesa no país, expressam alívio e esperança com a mudança de regime. No entanto, as consequências da ação militar ainda estão sendo avaliadas, e a situação permanece volátil.

A Europa, segundo Ventura, deve agora garantir que os venezuelanos tenham a liberdade de escolher seu futuro, sem a interferência de regimes autoritários. Ele lembrou que Portugal não reconheceu as últimas eleições na Venezuela, reforçando a posição de que Maduro não é um líder legítimo.
O debate sobre a intervenção militar e suas implicações para o direito internacional continua, com Ventura desafiando a narrativa de que a diplomacia deve ser a única solução. Ele argumenta que, diante de um ditador, a força pode ser a única linguagem que eles entendem.
O futuro da Venezuela permanece incerto, mas a queda de Maduro pode abrir portas para um novo capítulo na política do país. As próximas semanas serão decisivas para determinar o rumo da nação e a reação da comunidade internacional a este evento histórico.
