Miguel Morgado lançou um ataque incisivo contra Cavaco Silva, criticando suas recentes declarações sobre candidatos presidenciais. Em resposta, Cristina Rodrigues, do Chega, defendeu a importância do legado de Cavaco, acirrando ainda mais o clima político em Portugal. O embate revela tensões profundas entre as facções da direita.
Durante uma entrevista, Morgado não poupou palavras ao descrever o artigo de Cavaco Silva como “intolerável”. Ele argumentou que o ex-presidente, em vez de unir a direita, está criando divisões desnecessárias. “É uma forma de estupidez”, declarou, enfatizando que a política deve se basear em respeito mútuo.
Cavaco, figura central da política portuguesa, foi acusado de tentar monopolizar a imagem de Sá Carneiro, um dos ícones da direita. Morgado afirmou que essa atitude é prejudicial para a reconfiguração das direitas em Portugal, sugerindo que Cavaco deveria ser um exemplo para unir as diferentes facções.
Cristina Rodrigues, do Chega, não hesitou em defender Cavaco Silva, ressaltando seu papel histórico e a necessidade de respeitar seu legado. Ela alertou que a fragmentação da direita pode abrir espaço para candidatos considerados “antisistema”, como André Ventura, que tem ganhado popularidade.
O clima de tensão é palpável, com os candidatos se preparando para as eleições. Morgado prevê uma reorganização das direitas após as presidenciais, independentemente do resultado. “O governo não tem maioria absoluta”, destacou, sugerindo que a crise na esquerda poderia beneficiar a direita.

A expectativa em torno das eleições de 18 de outubro cresce, com sondagens indicando uma disputa acirrada. Morgado acredita que a falta de um adversário forte à direita pode dificultar a mobilização do voto útil, enquanto a esquerda enfrenta sua própria crise de identidade.
A polarização política em Portugal está em alta, e o embate entre Morgado e Cavaco Silva é um reflexo disso. A capacidade de unir a direita pode ser testada nas próximas semanas, com candidatos como Luís Montenegro e André Ventura buscando consolidar suas bases eleitorais.
Com a campanha tomando forma, a disputa promete ser intensa. O resultado das eleições não apenas definirá o futuro imediato do governo, mas também poderá reconfigurar o panorama político para os próximos anos, com a direita em busca de uma nova identidade.
