André Ventura e André Pestana protagonizaram um debate acirrado que revelou profundas divisões nas propostas para o futuro de Portugal. Ventura acusou Pestana de demagogia, exigindo clareza sobre o financiamento das promessas eleitorais, enquanto Pestana defendeu a luta dos trabalhadores e criticou a dependência de subsídios. A tensão aumentou quando Ventura chamou de fraude uma candidatura em palco.
O debate, transmitido ao vivo, expôs as linhas de frente entre os candidatos, com Ventura atacando diretamente partidos como Chega, PS e PSD. Ele criticou a falta de transparência sobre os subsídios recebidos, levantando questões sobre a sustentabilidade financeira do país. Pestana, por sua vez, defendeu que a luta por direitos e melhores condições de trabalho é essencial, questionando a lógica de cortes e reformas sem um plano claro.
A discussão esquentou ao abordar a situação na Venezuela, onde Ventura defendeu a prisão de ditadores, enquanto Pestana alertou para a importância de um discurso que priorize os direitos humanos. A polarização entre os candidatos ficou evidente, com Ventura insistindo que a justiça deve ser feita contra regimes autoritários, enquanto Pestana clamava por uma abordagem mais cautelosa e reflexiva.

Os temas abordados incluíram saúde, educação, e a emigração de jovens, com Ventura enfatizando a necessidade de um Estado mais eficiente e menos burocrático. Pestana, em resposta, destacou a importância de mobilização social como ferramenta para garantir direitos e justiça. O debate não apenas expôs as diferenças ideológicas, mas também refletiu as preocupações reais dos cidadãos sobre o futuro do país.
Com a eleição se aproximando, este embate deixou claro que os portugueses terão que fazer escolhas difíceis. As propostas de Ventura e Pestana oferecem visões contrastantes sobre como enfrentar os desafios que Portugal enfrenta. O que fica evidente é que a luta por um futuro melhor está apenas começando.
