Patrícia Nascimento, deputada do CHEGA, protagonizou um tenso embate com Eduardo Barroso durante uma discussão acalorada sobre a crise da saúde em Portugal. A troca de acusações expôs a insatisfação crescente com o sistema de emergência, destacando falhas críticas que têm levado a consequências fatais, como a morte de um idoso.
A discussão começou após a morte de um homem de 78 anos, que estava sozinho em casa e não recebeu assistência a tempo. Nascimento criticou a postura do governo, questionando se a causa da morte poderia ter sido evitada com uma resposta mais rápida das ambulâncias. “Precisamos saber se a causa de morte era reversível”, afirmou, desafiando a lógica do governo.
Barroso, por sua vez, tentou defender o sistema, mas Nascimento não hesitou em apontar a falta de recursos humanos e operacionais no INEM. “Em Lisboa, temos 16 ambulâncias, das quais apenas 6 estão em funcionamento”, disse, enfatizando a ineficiência que afeta a confiança da população nos serviços de emergência.
A deputada do CHEGA também criticou a recente promessa do primeiro-ministro de aumentar os meios de socorro, argumentando que isso não resolve o problema estrutural. “Estamos sempre a correr atrás do prejuízo”, desabafou, pedindo ações concretas e não apenas promessas vazias.
Além disso, Nascimento destacou a necessidade urgente de investimento em recursos humanos, enfatizando que a saúde não deve ser vista como um negócio lucrativo. “Enquanto o Ministério das Finanças não entender isso, a situação só tende a piorar”, alertou, chamando a atenção para os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde.

A tensão aumentou quando Nascimento sugeriu a demissão da ministra da Saúde, afirmando que a situação já ultrapassou os limites do aceitável. “Precisamos de mudanças, não de soluções improvisadas”, declarou, reforçando a urgência de uma reforma no sistema de saúde.
Conforme a discussão avançava, ficou claro que a insatisfação com o INEM e o SNS é generalizada. “Os portugueses não têm confiança no sistema”, disse Nascimento, ressaltando que muitos cidadãos não conseguem atendimento em momentos críticos.
Os problemas estruturais que afetam o sistema de saúde em Portugal foram amplamente discutidos, com Nascimento chamando a atenção para a necessidade de um plano de ação eficaz. “Não podemos continuar a tratar os problemas apenas quando eles se tornam públicos”, concluiu, deixando claro que a população exige soluções imediatas.
A troca de palavras entre Patrícia Nascimento e Eduardo Barroso não apenas expôs as falhas do sistema, mas também refletiu a crescente frustração da sociedade com a ineficácia do governo em lidar com questões críticas de saúde. O clima tenso e as acusações mútuas revelam um cenário preocupante para o futuro da saúde em Portugal.
