Miguel Morgado desmantelou a narrativa de Catarina Martins em um debate acalorado, deixando-a sem chão ao expor contradições sobre a atuação policial e a imigração. O embate, que ocorreu há mais de um ano, ressoou com força na atualidade, revelando a instrumentalização política da segurança pública e suas consequências.
Durante a discussão, Martins criticou a atuação da PSP, alegando que a operação foi uma perseguição étnica. No entanto, Morgado respondeu com dados e leis, afirmando que a operação era legal e necessária. Ele destacou que a legislação aprovada pelo PS, com apoio do Bloco de Esquerda, permitiu essas ações, desafiando a narrativa de Martins.
Morgado lembrou que a esquerda, ao apoiar o governo, é responsável pelas políticas que agora critica. Ele acusou Martins de usar a polícia como uma ferramenta política, enquanto defendia que a operação fortaleceu a imagem da PSP perante a opinião pública.
A tensão aumentou quando Martins comparou a operação a práticas de regimes autoritários, mas Morgado rebateu, afirmando que a técnica de revista policial é comum em democracias e não deve ser confundida com abuso de poder. Ele enfatizou que a segurança pública deve ser mantida, independentemente das críticas.
O debate também abordou a questão da imigração, onde Morgado argumentou que a narrativa de Martins alimenta uma falsa sensação de insegurança. Ele pediu que a discussão se concentrasse em soluções reais para os problemas sociais, em vez de criar inimigos políticos.

Martins, por sua vez, insistiu que as operações policiais não resolvem questões de segurança e apenas criam um clima de medo. No entanto, Morgado não se deixou abalar, reafirmando que a operação era necessária e legal, e que a crítica à polícia é uma estratégia política desonesta.
Esse confronto não só expôs as falhas na argumentação de Martins, mas também deixou claro que a política de segurança em Portugal é um tema delicado, onde a verdade e a propaganda se entrelaçam. A discussão continua a reverberar, com cidadãos divididos entre os argumentos de Morgado e Martins.
O embate entre os dois políticos é um reflexo das tensões atuais em Portugal, onde a segurança, a imigração e a política se cruzam de maneira complexa. A população deve decidir de que lado está, enquanto a discussão sobre a eficácia das políticas de segurança e imigração se intensifica.
Com a opinião pública cada vez mais atenta, o que se vê é um chamado à reflexão sobre a responsabilidade política e a necessidade de um debate mais honesto e fundamentado. A mensagem é clara: a política não deve ser uma arena de slogans, mas de argumentos sólidos e baseados em fatos.