Rita Matias e Eva Cruzeiro não pouparam críticas ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa e ao governo durante um debate intenso e revelador. Acusaram o presidente de interferir na campanha eleitoral e de banalizar o cargo, enquanto a gestão do SNS e as mortes associadas ao INEM foram severamente questionadas.
As vozes críticas ecoaram fortemente, com Matias e Cruzeiro afirmando que o Conselho de Estado, convocado em plena campanha eleitoral, é desajustado e prejudicial à democracia. As acusações de hipocrisia e egocentrismo foram lançadas contra Rebelo de Sousa, que prometeu uma postura neutra, mas parece ter se envolvido em questões políticas.
A saúde foi um tema central, com a insatisfação dos portugueses em relação à gestão do SNS em evidência. A recente tragédia de três mortes associadas a atrasos no INEM trouxe à tona a urgência de soluções e a falta de resposta do governo. A promessa de 275 novas ambulâncias não foi suficiente para acalmar os ânimos.
Matias destacou que a insatisfação é generalizada, com nove em cada dez portugueses acreditando que o SNS piorou sob a atual administração. As críticas à ministra da Saúde foram contundentes, com a expectativa de que ela renuncie devido à sua incapacidade de resolver os problemas existentes.
O debate não se limitou apenas a críticas ao presidente e ao governo, mas também questionou a eficácia das políticas implementadas. A aquisição de ambulâncias, por exemplo, foi vista como uma medida superficial, sem a resolução dos problemas estruturais que afligem o sistema de saúde.

Os oradores exigiram responsabilidade e soluções concretas, enfatizando que os portugueses não estão interessados em disputas políticas, mas em respostas efetivas. A falta de acesso a médicos de família e a crescente mortalidade foram destacados como questões críticas que exigem atenção imediata.
O clima de insatisfação e a sensação de abandono por parte dos líderes políticos foram palpáveis. A ausência de respostas claras e a falta de ação decisiva por parte do governo deixaram os cidadãos em uma situação de desespero e frustração.
A conclusão do debate foi clara: Portugal enfrenta uma crise de liderança, tanto no Palácio de Belém quanto na Assembleia da República. As promessas não cumpridas e a falta de soluções tangíveis para os problemas cotidianos dos cidadãos geraram um sentimento de descontentamento generalizado.
À medida que a campanha eleitoral avança, a pressão sobre Marcelo e o governo só tende a aumentar. A população exige uma mudança real e um compromisso genuíno com a resolução dos problemas que afetam suas vidas. O que acontecerá a seguir? A sociedade aguarda respostas.
