Tensão Máxima em Arruada Eleitoral
Tensão Máxima em Arruada Eleitoral
O que começou como mais uma arruada eleitoral transformou-se, em segundos, num momento de pânico absoluto que gelou Moscavide e levantou sérias preocupações sobre a segurança da campanha presidencial.
Na tarde deste sábado, em pleno contacto com apoiantes, André Ventura esteve a poucos metros de um cenário potencialmente trágico. Um homem, empunhando um martelo de madeira, avançou de forma determinada em direção ao líder do Chega, provocando gritos, correria e um clima de tensão extrema. Testemunhas descrevem o instante como “caótico” e “assustador”, com várias pessoas a recuar em choque ao perceberem o que estava a acontecer.
A intervenção foi imediata. Agentes da PSP, em conjunto com a equipa de segurança de Ventura, conseguiram imobilizar o indivíduo a poucos passos do candidato, retirando-lhe o martelo antes que qualquer contacto fosse feito. O próprio André Ventura só se apercebeu da gravidade da situação minutos depois. “Disseram-me que lhe tiraram o martelo da mão. Eu nem cheguei a vê-lo”, revelou mais tarde, ainda visivelmente perturbado.

Segundo informações apuradas, o homem foi retirado discretamente do local pela PSP e ficou sob vigilância apertada. Não chegou a ser formalmente detido, mas o episódio levantou inúmeras suspeitas. Fontes policiais indicam que se tratará de um ex-combatente, alguém com um passado marcado por experiências extremas, o que aumentou ainda mais o alarme entre os presentes.
O mais inquietante veio depois. Já sob controlo das autoridades, o alegado agressor terá garantido que não pretendia fazer mal a André Ventura e que, de forma surpreendente, seria até militante do Chega. A explicação apresentada deixou todos perplexos: segundo o próprio, o martelo não era uma arma, mas sim um “símbolo”. Disse querer mostrar ao candidato aquilo que, na sua opinião, Portugal precisa neste momento — “uma martelada”.

A justificação caiu como uma bomba. “É uma explicação estranha, no mínimo”, comentou André Ventura, admitindo que ainda está a ponderar se irá ou não apresentar queixa. Nos bastidores, o episódio reacendeu o debate sobre a escalada de tensão política e os riscos reais enfrentados pelos líderes partidários em campanha.
Um martelo, um avanço súbito e segundos de terror — um incidente que podia ter terminado de forma muito diferente e que ficará marcado como um dos momentos mais chocantes desta corrida presidencial.
