Henrique Raposo, comentador do Expresso, gerou polêmica ao classificar os eleitores do Chega como racistas e homofóbicos. Em uma intervenção contundente, ele criticou a migração de eleitores do PCP para o Chega, questionando como esses antigos apoiadores da esquerda se tornaram parte de um partido com ideais considerados antidemocráticos.
Raposo argumentou que o Chega possui um ímpeto revolucionário, um reflexo da insatisfação crescente na sociedade portuguesa. Ele destacou que a falta de um serviço público funcional e as dificuldades enfrentadas pela geração atual estão alimentando essa revolução. A mudança de voto de muitos ex-eleitores do PCP para o Chega, segundo ele, é um sinal de que a esquerda não compreendeu seu próprio eleitorado.
Durante sua fala, Raposo fez comparações históricas entre fascismo e comunismo, afirmando que o PCP se tornou um partido conservador, enquanto o Chega representa uma nova forma de revolução. Ele criticou a narrativa de que o eleitorado do PCP é inerentemente virtuoso, sugerindo que sempre houve traços de racismo e homofobia entre seus apoiadores.

A situação é alarmante, pois revela uma transformação no panorama político português. O crescimento do Chega, um partido que muitos consideram extremista, pode indicar uma mudança significativa nas prioridades e valores da população. Raposo enfatizou que a identidade cultural e a tradição são fundamentais para a sociedade, e que a revolução não é apenas uma questão de ideologia, mas de sobrevivência social.

A polarização crescente entre a esquerda e a direita em Portugal está se intensificando, e as declarações de Raposo são um exemplo claro dessa divisão. A reação do público e dos partidos políticos será crucial nos próximos dias, à medida que essa controvérsia se desenrola e as tensões aumentam.

Este episódio não apenas destaca a luta política em Portugal, mas também reflete um fenômeno global onde partidos de direita estão ganhando força à medida que as preocupações com imigração e identidade nacional se tornam mais proeminentes. O futuro político do país pode depender de como as forças progressistas respondem a essa nova realidade.