Numa reviravolta explosiva na corrida à s presidenciais de 2026, André Ventura dispara para o primeiro lugar com 24%, ultrapassando António José Seguro, que segue de perto com 23%. João Cotrin Figueiredo mantém-se a 19%, posicionando-se como terceiro em um duelo acirradÃssimo e imprevisÃvel rumo à segunda volta.
A mais recente sondagem da Universidade Católica para RTP, Antena 1 e jornal Público revela um cenário polÃtico em rápida transformação. Ventura, com uma base sólida e eleitores mais fiéis, lidera, mas enfrenta forte concorrência de Seguro e Cotrin Figueiredo, ambos em ascensão. A margem entre os candidatos é mÃnima, mantendo a corrida aberta até o último momento.
André Ventura destaca-se por capturar um eleitorado que varia da classe média entre 33 e 64 anos, com 74% de fidelidade ao seu voto. Apesar disso, possui a maior taxa de rejeição entre os principais candidatos, limitando suas chances em uma possÃvel segunda volta. Seguro, por sua vez, atrai os eleitores mais idosos e metade do eleitorado do PS, consolidando-se como o principal adversário de Ventura.
João Cotrin Figueiredo surpreende ao alcançar 19% das intenções de voto, muito acima do peso polÃtico de seu partido. Apoiado principalmente por jovens e eleitores do centro-direita, ele permanece na luta pela segunda volta, contando com uma parcela significativa de indecisos, que chegam a 15%, e que podem alterar o cenário dramáticamente.
A trajetória de LuÃs Marques Mendes é uma das grandes decepções desta sondagem. Em quinto lugar, com apenas 14%, o ex-lÃder do PSD enfrenta um declÃnio brusco em sua base de apoio, evidenciando uma desconexão com o eleitorado que parecia dominar anteriormente. Este desempenho comprometido indica uma possÃvel crise no domÃnio tradicional do PSD.
Gonçalo Govemel também sofre uma queda expressiva no apoio popular, registrando 14% das intenções. Embora mantenha esperança e afirma possuir dados próprios que garantem sua passagem para a segunda volta, o candidato enfrenta o desafio de convencer indecisos em um ambiente eleitoral altamente volátil e competitivo.
A campanha entra em sua fase final como um verdadeiro turbilhão polÃtico. Os candidatos estão se preparando para intensificar seus discursos e estratégias com apenas dias restantes para o voto. Ventura reforça uma imagem de mudança e combate à elite, enquanto Seguro foca no perfil moderado e na defesa da democracia como trunfos para garantir a vitória.
Cotrin Figueiredo aposta na narrativa de ser a única opção responsável do centro-direita, buscando conquistar eleitores indecisos e moderados que não simpatizam nem com Ventura nem com Seguro. A luta pelo eleitorado mais centrista poderá ser decisiva para determinar o segundo candidato a avançar à segunda volta.
Na esteira da pesquisa, os especialistas destacam que, apesar do favoritismo atual, 50% dos eleitores com candidato definido admitem mudar de voto até o dia da eleição, revelando um quadro polÃtico fluido. Essa volatilidade mantém o suspense e a urgência em torno das estratégias dos candidatos para conquistar os eleitores indecisos.

Reações oficiais refletem a tensão do momento. António José Seguro apela ao voto concentrado para evitar Ventura na segunda volta, reafirmando seu compromisso com a estabilidade democrática. Ventura celebra a liderança na primeira volta e mantém a esperança de ampliar seu alcance no confronto final, promovendo um discurso centrado nos problemas sociais do paÃs.
Marques Mendes expressa confiança na superação das sondagens, atribuindo a adesão popular vista nas ruas como verdadeiro termômetro. Entretanto, analistas discordam, apontando números alarmantes e alertando para a possibilidade do PSD perder influência significativa se as tendências se confirmarem nas urnas.
Gonçalo Govemel mantém sua postura confiante e crÃtica à s sondagens, afirmando possuir informações que indicam sua passagem à segunda volta. Todavia, as estatÃsticas atuais colocam-no distante da disputa principal, com Ãndices que exigem uma guinada milagrosa nas intenções de voto no curto prazo.
A campanha na reta final segue marcada por discursos estratégicos e polÃticas de alcance direto, com Ventura e Seguro adotando tom institucional focado em saúde, economia e segurança social. Enquanto isso, Cotrin Figueiredo tenta capitalizar o desgaste dos concorrentes, mirando principalmente os eleitores centristas e jovens.
O cenário polÃtico das presidenciais 2026 permanece incerto e dinamicamente disputado, com as próximas 72 horas sendo cruciais para definir a configuração final da corrida. Os indecisos e eleitores menos fiéis são a chave para o desfecho que se avizinha, emergindo como o fator decisivo desta eleição caracterizada pela dramaticidade e alta competitividade.
Com apenas três dias restantes para o voto, os candidatos intensificam suas campanhas, cientes de que cada movimento pode mudar o destino da eleição. A soma de resultados das últimas semanas, aliada à elevada taxa de indecisos, pinta um quadro absolutamente imprevisÃvel e cheio de reviravoltas à vista.
Esta sondagem marca um ponto de inflexão na corrida presidencial, sinalizando que nenhuma candidatura pode se dar ao luxo do relaxamento. O embate entre Ventura e Seguro projeta-se como um confronto acirradÃssimo, enquanto Cotrin Figueiredo luta para manter suas esperanças vivas. Marques Mendes e Govemel tentam recuperar terreno, porém enfrentam obstáculos significativos.
Em Portugal, a atenção está agora virada para a decisão do eleitorado. A volatilidade dos votos e a possibilidade de mudanças de última hora colocam as presidenciais de 2026 entre as mais imprevisÃveis da história recente. O paÃs aguarda o desfecho deste momento crucial, com a polÃtica nacional em suspenso até o último instante.