Miguel Morgado emite um alerta urgente: a crise no Irão e a instabilidade na Venezuela não são meros episódios isolados, mas sinais de regimes autoritários à beira do colapso total. A repressão brutal e o silêncio internacional ameaçam desencadear uma catástrofe global iminente.
O Irão vive sua sexta grande insurreição popular contra o regime dos mollah, cuja resposta brutal já resultou em centenas de mortos. A repressão segue um padrão de horrores, executando publicamente opositores para aterrorizar cidadãos. A população, porém, resiste, impulsionada por um desespero feroz e coragem inédita.
Apesar da repressão sangrenta, sinais indicam que o regime iraniano está mais fragilizado que nunca. O império xiita, que dominava países como Iraque e Síria, enfrenta colapsos e perdeu controlos fundamentais. A queda da Venezuela sob Maduro, aliado do Irão, complica ainda mais suas operações e estratégias geopolíticas.
Nas ruas, ardem mesquitas e os protestos ampliam-se em todo o território, desafiando não apenas a autoridade dos mollah, mas suas ambições de exportar uma revolução totalitária regional e globalmente. Os manifestantes dizem basta à guerra financiada pelo regime, clamando por foco nas vidas de seu próprio povo.
O ocidente permanece em silêncio constrangedor, influenciado por complexas intoxicações ideológicas. A extrema esquerda europeia, por exemplo, evita apoiar a revolta para não prejudicar sua visão política ou sustentar inimigos como Israel, sendo cúmplice da perpetuação da tirania islâmica no Irão.
Este silêncio e a parcialidade midiática, denunciados até por figuras inesperadas como John Cleese, da trupe Monty Python, criam uma barreira que sufoca a justiça informativa e a solidariedade global. A cobertura limitada das insurreições revela um receio ideológico e geopolítico que deve ser confrontado imediatamente.

A coragem dos manifestantes desconstrói clichés raciais e religiosos, expondo a repressão brutal contra a população, sobretudo mulheres, e rejeitando símbolos como o hijab atrelados à opressão. A luta no Irão transcende religiões ou ideologias e representa um grito universal por liberdade e dignidade.
No plano internacional, Donald Trump emerge como um elemento imprevisível. Sua recente intervenção na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, mostra uma estratégia híbrida — combinar endurecimento sem invasão aberta, buscando controlar indiretamente o regime autoritário para evitar caos total.
A nomeação de Delcy Rodríguez para liderar internamente a Venezuela sob supervisão americana revela uma manobra pragmática, porém frágil. A coalizão com membros remanescentes do chavismo evidencia os dilemas do intervencionismo e a dificuldade em garantir uma transição democrática efetiva naquele país.
A Venezuela, devastada economicamente, enfrenta agora desafios profundos sob um controle híbrido e precário. Estados Unidos e ex-oposição precisam lidar com a violência, corrupção e devastação que se estendem além das fronteiras nacionais, transformando o país numa bomba-relógio regional com repercussões globais.

Morgado alerta que regimes aparentemente distantes compartilham um padrão preocupante: concentração autoritária do poder, repressão violenta, colapso político e uma alarmante cumplicidade global através do silêncio. A sobrevivência desses sistemas opressivos depende de quanto medo conseguem impor, e esse limite está sendo alcançado rapidamente.
O Irão e a Venezuela deixam claro que a luta não é apenas por ideologias, mas pela própria humanidade, pela sobrevivência de povos oprimidos. O mundo, governado por interesses geopolíticos e céticos, enfrenta o dilema moral de agir antes que o medo se quebre e destrua tudo em seu rastro.
A história ensina: regimes baseados no medo inevitavelmente desmoronam — e quando isso acontece, nada mais será como antes. Miguel Morgado convoca atenção global imediata e reflexão profunda. O futuro destes países, e possivelmente do equilíbrio internacional, está em uma encruzilhada sem precedentes.
A resistência no Irão, nascida do desespero e da coragem telefone de novos e velhos, exige que as forças de segurança se dividam, o que pode desencadear uma ruptura decisiva. O momento é crítico para garantir que a opressão medieval dos mollah ceda espaço à emancipação e à liberdade.

Na Venezuela, a transição sob a sombra do controle americano e do chavismo remanescente permanece incerta e delicada. Os próximos passos determinarão se a estabilização aparente será durável ou apenas uma calmaria antes da tempestade de um novo colapso político e social.
Esta conjuntura de crise intensa em dois continentes revela também as falhas e contradições das potências ocidentais, que entre hesitações e interesses geopolíticos, parecem incapazes de responder à altura do desafio humanitário e político que se exibe à sua porta.
O alerta de Miguel Morgado é claro: as relações internacionais e as estratégias políticas atuais estão em cheque, e a dificuldade em enfrentar regimes autoritários decadentes pode custar caro aos povos envolvidos e à estabilidade global. O relógio não para, e a urgência é inequívoca.
À medida que o mundo observa, questionamos: até quando esses regimes resistirão? Até quando o silêncio das nações perpetuará sofrimentos? E quando a ordem construída pelo medo implodirá, libertando as vozes que hoje são sufocadas nas ruas do Irão e nas ruelas da Venezuela?
Este é o momento de ultrapassar preconceitos, ideologias e interesses econômicos para apoiar as populações em luta. O prezzo da indiferença pode ser alto demais. A história será julgada pela coragem de quem escolheu agir. O mundo precisa despertar e reagir, antes que seja tarde demais.