Cecília Meireles, em um comentário contundente, denuncia uma tentativa de reescrever a história política de Portugal, alertando para o ressurgimento de uma nova direita que busca transformar a narrativa do 25 de novembro em uma farsa. A ex-deputada enfatiza que a democracia não tem donos e que a luta pela liberdade deve ser celebrada.
Meireles critica a tentativa de deslegitimar o 25 de novembro, data que representa a vitória dos moderados sobre a extrema esquerda. Segundo ela, essa nova direita quer inverter os fatos históricos, promovendo uma visão estalinista que nega o papel central do Partido Socialista na transição democrática.
A ex-parlamentar destaca que, se o Partido Comunista tivesse sido ilegalizado, sua democratização não teria ocorrido, resultando em um cenário político muito diferente. A defesa do 25 de abril, segundo Meireles, só faz sentido quando ligada ao 25 de novembro, ressaltando a importância de ambas as datas na construção da democracia em Portugal.

Ela também critica a reticência do PS em reconhecer seu papel histórico, afirmando que o partido deve se orgulhar de sua contribuição na transição para a democracia. Meireles alerta para o perigo de criar antagonismos entre datas que deveriam ser celebradas em conjunto, pois ambas representam a luta contra a ditadura.

Em um contexto de polarização política crescente, Meireles aponta que a democracia não deve ser monopolizada por nenhuma força política. Ela defende que o 25 de novembro deve ser comemorado como um triunfo da liberdade, alertando que a tentativa de reescrever a história é uma ameaça à própria essência da democracia.

A ex-deputada conclui enfatizando que a luta pela verdade histórica é fundamental para a preservação da democracia. A urgência de sua mensagem ecoa em um momento em que a polarização e a desinformação ameaçam a coesão social e política de Portugal. A reflexão sobre o passado é crucial para garantir um futuro democrático e livre de autoritarismos.
