O líder do partido Chega, André Ventura, enfrenta uma reviravolta dramática após o tribunal ordenar a retirada imediata de cartazes de sua campanha presidencial que visam a comunidade cigana. A decisão, tomada pela juíza Ana Barão, impõe um prazo de 24 horas para a remoção dos materiais, sob pena de multa.
Ventura expressou sua indignação, classificando o dia como um “mau dia para a democracia”. Ele argumentou que a sentença representa uma limitação à liberdade de expressão e um fortalecimento da impunidade dentro da comunidade cigana. Segundo ele, a decisão do tribunal é um sinal alarmante de que as regras não se aplicam a todos de forma igual.
A juíza determinou que Ventura deve não apenas retirar os cartazes, mas também se abster de promover mensagens semelhantes no futuro. A multa de 5.000 euros, convertida em 2.500 euros, será aplicada por cada dia que os cartazes permanecerem afixados após o prazo estipulado.

O líder do Chega criticou a decisão, afirmando que ela reforça a ideia de que a comunidade cigana não precisa cumprir as leis que todos os cidadãos devem seguir. “É um erro profundo que vamos pagar caro nos próximos anos”, declarou Ventura, enfatizando que a decisão abre precedentes perigosos para a liberdade política em Portugal.

Ele também fez um apelo à reflexão sobre a natureza da democracia em Portugal, questionando se a liberdade de expressão se aplica a todos ou apenas a alguns grupos. “Hoje, um tribunal deu luz verde a um sistema de privilégios”, afirmou, alertando para as consequências que essa decisão pode ter para a sociedade.

A situação gera um clima de tensão e divisão, com Ventura afirmando que a decisão do tribunal pode levar a um aumento da exclusão social. Ele concluiu sua declaração pedindo uma reconsideração sobre a aplicação das leis e a igualdade de direitos para todos os cidadãos.
A repercussão da decisão promete ser intensa, com possíveis implicações para a política e a sociedade em geral. A comunidade política e os cidadãos devem agora se perguntar sobre o futuro da liberdade de expressão e da justiça em Portugal.
