André Ventura, líder do Chega, protagonizou um embate histórico com um jornalista que questionou o crescimento do partido. Em uma entrevista explosiva, Ventura defendeu a ascensão do Chega e a urgência de mudanças no sistema político português, evidenciando a insatisfação popular e a busca por uma transformação radical.
Durante a entrevista, Ventura destacou como o Chega, em apenas seis anos, se tornou um dos principais partidos de Portugal, desafiando as estruturas tradicionais que, segundo ele, estão em colapso. “É um milagre”, afirmou, referindo-se ao crescimento do partido em um cenário político conturbado.
Ele enfatizou que o Chega não é apenas uma voz de protesto, mas um partido que busca ocupar o poder. “Se damos 23% dos votos, isso indica que as pessoas querem que sejamos poder”, declarou Ventura, sublinhando a necessidade de uma mudança real na política portuguesa.
O líder do Chega também criticou a falta de uma alternativa política viável entre os partidos tradicionais, sugerindo que a próxima batalha eleitoral será decisiva para o futuro do país. “A próxima legislativa será entre o Chega e o PS”, previu, reafirmando sua ambição de ser primeiro-ministro.
Ventura abordou a questão da judicialização da política, afirmando que não houve uma conspiração para derrubar governos, mas sim uma resposta da justiça à corrupção. Ele defendeu que a responsabilidade é crucial na oposição, mas que momentos de consenso são necessários em questões de segurança nacional e defesa.

A criação de um governo sombra por parte do Chega está em andamento, com Ventura buscando profissionais qualificados para compor sua equipe. Ele ressaltou a importância de ter pessoas com experiência prática nas áreas que pretendem reformar, como saúde e educação.
A entrevista expôs as tensões no atual cenário político, com Ventura atacando a ineficácia dos governos anteriores e prometendo uma abordagem diferente. Ele criticou a falta de transparência em gastos públicos e a necessidade de uma reforma que beneficie a população.
Enquanto o Chega se posiciona como um agente de mudança, a pressão sobre o governo atual aumenta. Ventura está determinado a transformar o partido em uma força governamental, prometendo que a próxima eleição será um divisor de águas para a política portuguesa.
O clima de incerteza política continua a crescer, e a sociedade observa atentamente os desenvolvimentos. Ventura, com sua retórica contundente, busca galvanizar o apoio popular para a sua visão de um novo Portugal.