Notícia desanimadora sobre Luís Marques Mendes surge a um mês das presidenciais
A exatamente um mês das eleições presidenciais portuguesas, agendadas para 18 de janeiro de 2026, uma notícia negativa abala a campanha de Luís Marques Mendes, o candidato de 68 anos apoiado pelo PSD e CDS-PP.
Nos dias mais recentes, Marques Mendes já havia sido alvo de atenção mediática devido à sua recusa em esclarecer detalhadamente a origem de cerca de 709 mil euros líquidos recebidos nos últimos dois anos como “consultor externo” da sociedade de advogados Abreu Advogados. Agora, enfrenta um revés significativo nas intenções de voto.
De acordo com a mais recente sondagem da Intercampus, divulgada no final do dia desta quinta-feira, Luís Marques Mendes perdeu o primeiro lugar na corrida presidencial, sendo ultrapassado por André Ventura. O líder do Chega registou um crescimento de 2,8 pontos percentuais, posicionando-se agora com uma vantagem de 1,8 pontos sobre o candidato apoiado pelo PSD, ocupando assim a liderança isolada.
Esta inversão ocorre precisamente num momento em que Marques Mendes tem estado no centro de várias controvérsias relacionadas com a sua atividade profissional e rendimentos. Recentemente, segundo reportagem da CNN Portugal/TVI, veio a público que Luís Marques Mendes recebeu mais de 300 mil euros de uma das maiores empresas de construção civil do país, ao longo de vários anos (entre 2010 e 2016), num período em que realizava comentários televisivos regulares.
Quanto aos resultados da sondagem em detalhe, uma das maiores surpresas regista-se na posição do almirante Henrique Gouveia e Melo, que desceu para o quinto lugar. O antigo coordenador da task force da vacinação contra a Covid-19 fica agora atrás de João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e de António José Seguro, o candidato apoiado pelo PS.
Esta evolução nas preferências eleitorais reflete um cenário de grande competitividade e imprevisibilidade a menos de um mês do escrutínio, com possíveis implicações numa eventual segunda volta, marcada para 8 de fevereiro caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta na primeira.
