Família de Ângela Pereira revela detalhe emocional sobre os últimos momentos da jovem
O dia de Natal de 2025 trouxe uma notícia profundamente triste para Portugal: a morte de Ângela Pereira, uma jovem de apenas 23 anos, natural de Viana do Castelo, que lutava há cerca de três anos contra uma doença oncológica grave. Ângela faleceu na manhã desta quinta-feira, 25 de dezembro, no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, onde se encontrava internada há várias semanas. O seu estado de saúde agravou-se nos últimos dias, após o desenvolvimento de um quadro de pneumonia, que se somou às complicações decorrentes de uma infeção fúngica rara nos pulmões — um aspergiloma, detetado após um transplante de medula óssea.
Ângela Pereira tornou-se um símbolo de coragem e esperança para milhares de portugueses. A sua história ganhou enorme visibilidade nas redes sociais no início de dezembro, quando a própria jovem partilhou um vídeo comovente, expressando a sua “grande vontade de viver” e pedindo ajuda para obter uma segunda opinião médica. Não solicitava donativos financeiros, mas apelava à partilha da sua mensagem para que chegasse a especialistas ou instituições capazes de oferecer alternativas de tratamento. O apelo mobilizou o país inteiro: dezenas de celebridades, incluindo atores de canais como a TVI e a SIC, humoristas, músicos como os Calema e Carolina Deslandes, influenciadores e figuras públicas, partilharam a sua história, gerando uma onda de solidariedade sem precedentes.
Graças a essa mobilização, o caso de Ângela chegou ao National Aspergillosis Centre, em Manchester, no Reino Unido, um centro especializado na condição rara que a afetava. Foram estabelecidos contactos entre o hospital britânico e o IPO do Porto, com troca de informações clínicas e até resultados positivos em alguns exames recentes, que trouxeram uma nova janela de esperança. No entanto, o agravamento rápido do seu estado de saúde, agravado pela pneumonia, não permitiu que esses esforços resultassem em tempo útil.
Horas após a confirmação do falecimento, a família de Ângela cumpriu o seu último pedido, partilhando uma mensagem emotiva na página de Instagram da jovem, assinada “pela família e por alguém muito próximo”. Com profunda tristeza, anunciaram a partida de Ângela, mas focaram-se na gratidão que ela quis expressar até ao fim:
“Antes de partir, pediu que fosse deixada aqui uma palavra de agradecimento a todas as pessoas que, de alguma forma, a ajudaram, apoiaram, rezaram, enviaram mensagens ou simplesmente estiveram presentes ao longo desta caminhada tão difícil.
Cada gesto, cada palavra e cada demonstração de carinho foram sentidos. Nunca esteve sozinha. Sentiu-se amada, acompanhada e amparada até ao fim.
A todos os que fizeram parte desta rede de amor e força, o nosso mais sincero obrigada. Esse amor ficará para sempre guardado.”
Esta mensagem revela o detalhe emocional mais tocante: mesmo nos momentos finais, Ângela pensou nos outros, no carinho recebido e na importância de agradecer. Ela partiu rodeada pela família, que passou a noite de Natal ao seu lado no hospital, sentindo-se profundamente amada e apoiada pela “rede de amor” que se formou em torno dela.
A morte de Ângela Pereira deixa um vazio enorme em Viana do Castelo e em todo o país, mas também um legado de resiliência, união e humanidade. A jovem, que sonhava em “cumprir ainda mais sonhos”, inspirou uma nação inteira com a sua força e gratidão. Os portugueses, unidos em luto neste dia simbólico de família e esperança, guardam para sempre o exemplo de coragem deixado por esta jovem de 23 anos. Descanse em paz, Ângela.
