André Ventura, líder do Chega, desferiu ataques contundentes contra Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, durante um debate acalorado. As acusações giraram em torno da corrupção, imigração e habitação, com Ventura desafiando Mortágua a explicar suas contradições. A tensão aumentou à medida que ambos os lados apresentaram argumentos polêmicos.
No centro da disputa, Ventura questionou a postura do Bloco de Esquerda em relação à corrupção, destacando que Mortágua votou contra propostas de aumento de penas. Ele argumentou que essa contradição revela uma hipocrisia política, enquanto defendia que o Chega busca soluções que não destruam a economia.
Mortágua, por sua vez, acusou Ventura de estar alinhado a interesses imobiliários, sugerindo que o Chega é financiado por grupos que se beneficiam da especulação. A troca de acusações intensificou-se, com Ventura rebatendo que a proposta de reintroduzir vistos gold não é um problema, mas uma oportunidade de investimento.

A crise de habitação em Portugal também foi um tema central, com Ventura criticando as soluções propostas pelo Bloco, que, segundo ele, falharam em outros países. Ele defendeu a necessidade de limitar a procura de imóveis de luxo, enquanto Mortágua insistiu que Ventura não apresenta alternativas viáveis.

A imigração foi outro ponto de discórdia, com Ventura defendendo um controle rigoroso e Mortágua alertando sobre as consequências de uma política de imigração desregulada. A tensão entre os dois líderes refletiu a polarização política atual em Portugal, com cada um tentando conquistar a narrativa a favor de suas posições.

Os espectadores assistiram a um confronto que expôs as divisões profundas entre os partidos, com promessas de soluções que, segundo Ventura, visam melhorar a economia, enquanto Mortágua clamava por justiça social. O debate deixou claro que as próximas eleições trarão à tona questões cruciais sobre corrupção, habitação e imigração, que continuarão a polarizar a sociedade portuguesa.
