O governo português anunciou a suspensão do sistema europeu de controle biométrico, gerando preocupações significativas sobre a segurança nas fronteiras. A medida, que visa agilizar a entrada de cidadãos extracomunitários, pode expor o país a riscos de imigração ilegal e tráfico humano, segundo especialistas.
A decisão de aligeirar o controle foi motivada por pressões econômicas e a necessidade de aumentar a eficiência no processamento de passageiros. No entanto, essa mudança levanta alarmes sobre a segurança, uma vez que a suspensão do sistema de controle pode facilitar a entrada de indivíduos com intenções ilícitas.
Atualmente, o número de cidadãos extracomunitários que cruzam as fronteiras portuguesas aumentou exponencialmente, passando de 2,5 milhões em 2018 para mais de 125 milhões em 2023. Essa explosão no fluxo de pessoas, sem um controle rigoroso, pode sobrecarregar as infraestruturas existentes e comprometer a segurança nacional.
As autoridades afirmam que a nova abordagem busca simplificar o processo de identificação, mas críticos alertam que isso pode resultar em um controle inadequado. O sistema tradicional de carimbos de passaporte e questionamentos detalhados está sendo substituído por um método eletrônico que não garante a mesma segurança.
Além disso, a falta de recursos e investimentos nos aeroportos, especialmente em Lisboa, agrava a situação. Com apenas 16 postos de controle funcionando, as filas já estão se acumulando, e a pressão para acelerar o processo pode levar a interações problemáticas entre agentes de segurança e passageiros.

Os especialistas enfatizam que a segurança não deve ser comprometida em nome da eficiência. A interação entre os policiais e os cidadãos que aguardam horas em filas pode se tornar tensa e improdutiva, prejudicando ainda mais a experiência de viagem e a segurança pública.
As consequências dessa suspensão ainda estão se desenrolando, mas a urgência da situação exige uma resposta rápida do governo. A falta de um controle adequado nas fronteiras pode não apenas impactar a segurança interna, mas também a reputação de Portugal como um destino seguro para turistas e cidadãos.
Em meio a essa crise, a necessidade de um investimento significativo em infraestrutura e recursos humanos é mais evidente do que nunca. O governo deve agir rapidamente para evitar que a situação se agrave e para garantir que a segurança das fronteiras não seja comprometida.
A pressão para que as entradas sejam processadas rapidamente não pode resultar em um controle deficiente. A solução para os problemas nas fronteiras deve ser abrangente, garantindo tanto a agilidade quanto a segurança, sem comprometer a integridade do sistema.
