André Ventura, líder do Chega, desferiu um golpe contundente em seus adversários durante o debate das rádios, destacando a necessidade urgente de um presidente que atue e não apenas faça diagnósticos. Com uma postura firme, ele criticou a falta de ação do atual presidente e a fragilidade da governabilidade em Portugal.
Ventura argumentou que a governabilidade é crucial para o futuro do país e que o presidente da República deve ter um papel ativo. Ele enfatizou que a falta de ação do presidente Marcelo Rebelo de Sousa é um obstáculo à estabilidade política. “Precisamos de um presidente da ação”, afirmou, provocando aplausos e reações entre os ouvintes.
Ao ser questionado sobre a dissolução do Parlamento ou um novo orçamento de Estado, Ventura deixou claro que a decisão deve ser baseada no contexto político. “Se a maioria se esgotou, não podemos perder tempo”, disse ele, ressaltando a importância de avançar rapidamente para evitar impasses.
O candidato também abordou a corrupção, exigindo um chefe de Estado que não hesite em intervir quando membros do governo são suspeitos de crimes. “Se houver suspeitas, o presidente deve exigir respostas”, declarou Ventura, apontando a necessidade de um líder que proteja as instituições e a justiça.
Durante o debate, Ventura não se esquivou de confrontar seus oponentes, revelando encontros passados com António José Seguro e desafiando a veracidade das afirmações de seus adversários. “A transparência é fundamental”, enfatizou, enquanto respondia a acusações sobre almoços secretos e financiamento de campanhas.

O clima esquentou quando o assunto da operação “influencer” veio à tona. Ventura criticou a hipocrisia que permeia as reações da mídia e dos políticos, destacando que a indignação parece seletiva, dependendo de quem está no poder. “Quando é o PS, todos se levantam, mas quando é a direita, o silêncio é ensurdecedor”, disparou.
Em um momento de forte retórica, ele pediu uma reforma na justiça, destacando que o sistema atual favorece a proteção de certos indivíduos em vez de acelerar investigações. “Precisamos de uma justiça que não tenha medo de agir”, afirmou, reforçando sua posição de que todos devem ser responsabilizados.
O debate também tocou na questão do envio de tropas portuguesas para a Ucrânia. Ventura expressou sua oposição a essa ideia, argumentando que o país deve evitar colocar jovens em situações de risco desnecessárias. “Precisamos apoiar a Ucrânia, mas não enviar nossos jovens para a guerra”, declarou.
A urgência e a intensidade das declarações de Ventura durante o debate deixaram claro que ele está preparado para desafiar o status quo. Com uma retórica afiada e uma postura combativa, ele se posiciona como um candidato que busca não apenas criticar, mas também agir em prol de uma mudança significativa na política portuguesa.