André Ventura, líder do Chega, reage com veemência à convocação do Conselho de Estado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa para o dia 9 de janeiro, apenas 10 dias antes das eleições presidenciais. Ventura questiona a urgência da reunião e pede adiamento, alegando interferência na campanha eleitoral.
A convocação do Conselho de Estado, marcada para discutir a situação internacional, levanta preocupações sobre a influência que isso pode ter nas eleições. Ventura, que é um dos conselheiros, argumenta que não há motivos urgentes para a reunião, o que já está gerando polêmica entre os candidatos.
O presidente Marcelo Rebelo de Sousa mantém a reunião agendada, destacando a importância de discutir temas internacionais, como a crise na Ucrânia. No entanto, a presença de candidatos na mesa de discussão, a poucos dias da votação, levanta questões sobre a imparcialidade do processo eleitoral.
Ventura expressou sua preocupação em um comunicado, enfatizando que a reunião pode criar um ambiente desigual na campanha. Ele defende que a reunião deveria ser adiada para evitar qualquer percepção de favorecimento a certos candidatos, especialmente em um momento tão crítico.
A situação se torna ainda mais tensa com a proximidade das eleições, programadas para 19 de janeiro, e uma possível segunda volta em 8 de fevereiro. Cada dia conta, e a exposição midiática gerada por uma reunião de alto nível pode impactar significativamente a percepção pública dos candidatos.

A controvérsia em torno da convocação do Conselho de Estado destaca a fragilidade do processo eleitoral e a necessidade de transparência. Ventura insiste que a decisão de manter a reunião é prejudicial e pede um balanço do mandato presidencial antes de discutir questões internacionais.
A pressão está aumentando à medida que os eleitores se preparam para as urnas. Ventura e outros candidatos precisam de um ambiente justo para apresentar suas propostas sem a interferência de eventos que podem desviar a atenção do público. A pergunta que fica é: será que a reunião deve ser mantida ou adiada?
O desfecho desta situação pode moldar o futuro político de Portugal. Com a tensão crescente, todos os olhos estão voltados para o presidente e sua decisão. O que acontecerá nos próximos dias poderá ter consequências profundas nas eleições, e a opinião pública está atenta.