Miguel Morgado não poupou críticas ao discurso de Ano Novo do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, considerando-o vazio e desprovido de conteúdo relevante. Em um tom contundente, Morgado destacou a crescente violência na Europa e a radicalização da juventude, alertando para a grave situação que o continente enfrenta.
No seu discurso, Marcelo falhou em abordar as preocupações prementes da sociedade, limitando-se a um apelo genérico por saúde, justiça e solidariedade. Morgado lamentou a falta de profundidade e a ausência de uma visão clara para o futuro de Portugal, especialmente em um momento tão crucial.
A Europa, segundo Morgado, está à beira de uma crise, com um aumento alarmante na violência e no extremismo. Ele citou a frustração das autoridades policiais diante de dez atentados terroristas frustrados durante o período festivo, ressaltando a ameaça crescente que paira sobre o continente.
Além disso, o analista apontou para os distúrbios violentos que eclodiram em diversas cidades europeias na passagem do ano, resultando em milhares de detenções. Segundo ele, a juventude masculina, em grande parte alienada e radicalizada, representa um risco crescente para a estabilidade social.
Morgado também criticou a extrema esquerda, acusando-a de desvalorizar a insurreição no Irão e ignorar a luta pela dignidade e direitos humanos. Ele questionou a falta de apoio europeu aos manifestantes iranianos, que enfrentam repressão brutal por parte do regime.

A dívida pública de Portugal, por outro lado, foi colocada no “purgatório” por Morgado, que elogiou a trajetória do país rumo à redução da dívida. Ele destacou a importância de manter o controle fiscal, lembrando que essa conquista foi considerada impossível por muitos no passado.
Enquanto a Europa enfrenta uma tempestade perfeita de violência e polarização, a mensagem clara de Morgado é que a liderança deve ser mais assertiva e menos evasiva. O futuro de Portugal e da Europa depende de uma resposta firme e consciente a esses desafios críticos.
As palavras de Morgado ecoam em um momento em que o continente precisa de liderança forte e visão clara. Com a polarização política em alta e a violência nas ruas, a urgência de um discurso que una e motive é mais necessária do que nunca.