Francisco Gomes, deputado do CHEGA, gerou controvérsia ao criticar a hipocrisia em torno da discussão sobre os direitos humanos e a intervenção militar na Venezuela. Suas declarações contundentes expuseram a desinformação que permeia o debate, questionando a falta de preocupação internacional com as atrocidades cometidas pelo regime de Maduro.
Durante uma recente entrevista, Gomes destacou a hipocrisia de muitos que agora se levantam em defesa dos direitos humanos, enquanto ignoraram os 18.000 assassinatos e 36.000 torturas perpetrados pelo regime venezuelano. Ele questionou a ausência de indignação quando milhões de venezuelanos foram forçados a deixar seu país devido à crise.
Gomes acusou especialistas em direito internacional, majoritariamente alinhados à esquerda, de defenderem uma ditadura que, segundo ele, foi legitimamente atacada. Ele afirmou que a intervenção militar dos Estados Unidos, embora polêmica, foi uma resposta a uma ameaça real à segurança nacional.
Com um tom de urgência, o deputado argumentou que a Constituição americana permite ações militares em situações de ameaça, refutando críticas que alegam violação de direitos. Ele enfatizou que a legitimidade da ação se baseia na ilegitimidade do governo de Maduro, que não é reconhecido nem pela União Europeia.
A discussão acalorada se intensificou com Gomes afirmando que a preocupação com os direitos humanos é seletiva. Ele lembrou que enquanto os venezuelanos lutavam por comida, muitos na esquerda se calavam. A retórica de Gomes levantou questões sobre a moralidade das intervenções estrangeiras e a verdadeira defesa da democracia.

O impacto das suas palavras reverberou nas redes sociais, onde muitos apoiaram sua posição. A situação na Venezuela continua a ser um tema divisivo, gerando debates acalorados sobre a ética da intervenção militar e a responsabilidade da comunidade internacional.
Enquanto o debate sobre a intervenção na Venezuela avança, a polarização entre opiniões contrárias se torna evidente. A necessidade de um diálogo respeitoso sobre a soberania dos estados é mais crucial do que nunca, à medida que a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise.
Francisco Gomes, ao expor suas opiniões, não apenas provocou reações, mas também instigou uma reflexão profunda sobre a política internacional e as responsabilidades dos países em situações de crise. O futuro da Venezuela e a estabilidade da região permanecem incertos, com muitos clamando por uma solução pacífica e respeitosa.
