Miguel Morgado, em uma análise contundente, atacou o discurso de ano novo do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, chamando-o de vazio e patético. Morgado criticou a falta de conteúdo relevante e alertou para a crescente violência na Europa, destacando um cenário alarmante de radicalização e atentados terroristas frustrados durante as festividades de fim de ano.
No discurso, Marcelo falhou em abordar questões cruciais sobre a identidade portuguesa e o futuro do país. O presidente, que se despede após dez anos no cargo, não apresentou uma reflexão significativa, limitando-se a um discurso motivacional sem substância. Morgado não poupou críticas, afirmando que o presidente não se despediu dignamente dos portugueses.
A Europa, por sua vez, enfrenta um período de crescente violência, com dez atentados terroristas frustrados apenas nas festividades natalinas. As autoridades policiais estão em alerta máximo, com planos de ataques em mercados natalinos, especialmente em Londres, onde um atentado em Manchester poderia ter sido o mais devastador da história. A radicalização de uma parte da juventude masculina é um fator alarmante.

Morgado destacou que a segurança na Europa está comprometida, com distúrbios violentos ocorrendo em diversos países durante a passagem do ano. Milhares de detenções foram registradas, evidenciando um clima de tensão e insatisfação generalizada. A situação é crítica, e a necessidade de ação é urgente.

Enquanto isso, a dívida pública portuguesa apresenta sinais de melhora, mas o cenário europeu é sombrio. A falta de liderança e a polarização política estão levando a um aumento da insatisfação entre os cidadãos. Morgado enfatizou que a insurreição no Irã e a falta de apoio internacional para os direitos humanos são reflexos de um mundo em crise.

O discurso de Marcelo, longe de ser um ponto de partida para reflexões profundas, foi visto como uma oportunidade perdida. Morgado espera que o presidente utilize sua última chance para abordar questões fundamentais, mas a impressão deixada é de um encerramento sem brilho. O futuro de Portugal e da Europa permanece incerto, e a urgência por mudanças é palpável.
