André Ventura, líder do Chega, protagonizou um momento explosivo ao humilhar o sindicalista André Pestana durante um debate ao vivo. O confronto acirrado expôs a fragilidade das defesas de Pestana, enquanto Ventura atacou a gestão de sindicatos e a corrupção no financiamento político, provocando reações intensas do público e dos espectadores.
No calor do debate, Ventura não hesitou em criticar Pestana, questionando sua capacidade de perceber as realidades políticas. “Sabe quem apresentou propostas para acabar com os benefícios fiscais dos partidos? Não foi você”, disparou Ventura, desafiando Pestana a justificar suas posições.
A tensão aumentou quando Ventura abordou a necessidade de uma reforma no sistema de justiça e a lentidão dos processos judiciais em Portugal. “A justiça deve ser rápida e eficaz, não podemos continuar a esperar por decisões que nunca chegam”, enfatizou, chamando a atenção para as injustiças que afligem muitos cidadãos.
O líder do Chega também não poupou críticas ao governo, denunciando a crescente burocracia e a falta de responsabilidade nas contas públicas. “Estamos a sustentar um estado gigante que não serve as pessoas. Precisamos de uma reforma séria”, afirmou, gerando aplausos entre os apoiantes presentes.
Ventura abordou a questão da imigração, alertando para os perigos de um descontrole nas entradas de imigrantes no país. “Precisamos de uma imigração controlada, que respeite a nossa identidade e segurança”, declarou, levantando questões sobre a integração de imigrantes e a preservação da cultura portuguesa.

O debate culminou em um acirrado confronto sobre a legitimidade do governo venezuelano, com Ventura defendendo a prisão de ditadores. “Os povos merecem liberdade, e não podemos ficar calados diante de tiranos”, exclamou, provocando aplausos e vaias na plateia.
O evento, marcado por trocas de acusações e uma atmosfera elétrica, deixou claro que as eleições estão mais próximas do que nunca, e que os temas abordados ressoam profundamente entre os eleitores. Ventura, com sua retórica incisiva, mostra-se como um candidato que não teme desafiar o status quo.
À medida que o debate se desenrolava, a pressão aumentava, e muitos se perguntavam: qual será o impacto dessas declarações nas próximas eleições? A resposta pode ser decisiva para o futuro da política em Portugal e a posição dos sindicatos no cenário nacional.