Tragédia chocante no Rio Gilão: Quatro rapazes morrem em Tesla submerso – Portas sem puxadores físicos levantam dúvidas

Foi um fim-de-semana trágico no Algarve, onde se chora a morte de quatro rapazes, com idades entre os 16 e os 18 anos. Os jovens seguiam num veículo, ter-se-ão despistado na Nacional 387, na zona da Ribeira da Asseca, no concelho de Tavira, no Algarve, indo cair no Rio Gilão, na noite de sábado, 09 de maio.

Após a queda, o carro terá ficado submerso e os adolescentes acabaram por perder a vida, com as equipas de socorro a retirarem o carro do rio, mais tarde, com os quatro corpos no interior do mesmo.

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Das vítimas, sabe-se que eram dois portugueses e dois alemães. Três dos jovens estudavam no Colégio Santiago Internacional, em Tavira e sabe-se ainda que o veículo era um elétrico da Tesla.

O acidente vai agora, naturalmente, ser investigado, sendo que o Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) da GNR esteve logo no local, mas há desde logo essa questão de nenhum dos quatro rapazes ter conseguido abrir a porta do carro, pelo interior. Estavam trancados no seu interior quando foram retirados, já sem vida.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, nos carros Tesla, esta questão é bastante diferente da dos carros convencionais. É que a berlina não tem puxadores físicos. Para abrir as portas, pelo seu interior, é preciso aceder ao ecrã multimédia ou pressionar o botão montado na parte superior da porta e empurrá-la para fora. Porém, falhando a energia, o que pode acontecer em caso de acidente, a abertura eletrónica já não vai funcionar. Há, no entanto, um modo manual, mas que poucos conhecem.

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Então, nas portas da frente, há uma alavanca discreta, junto ao botão de abrir e fechar os vidros, que permite abrir, de forma manual, as portas. Para as portas de trás, há duas pequenas escotilhas assinaladas a vermelho, debaixo da carpete dos bancos traseiros, que têm uns cabos, que podem ser puxados para abrir as portas.

Porém, além de poucos saberem disto, vários especialistas garantem que este sistema é demasiado complexo, sobretudo num caso de pânico.