André Ventura, líder do Chega, proferiu um discurso incendiário no Parlamento, onde criticou duramente o governo de António Costa, acusando-o de aumentar impostos enquanto promete cortes. Ventura destacou a insatisfação dos portugueses com a gestão do governo e exigiu um orçamento que priorize as forças de segurança e a saúde.
O discurso de Ventura ecoou nas galerias, onde estavam presentes polícias e bombeiros. Ele pediu que o primeiro-ministro olhasse para eles e reconhecesse a necessidade de um orçamento que beneficiasse quem realmente trabalha pelo país. A indignação foi palpável, refletindo a frustração crescente da população.
Ventura também abordou a questão dos impostos sobre combustíveis, alertando que os portugueses podem enfrentar um aumento significativo nas despesas. Ele desafiou o governo a explicar como pretende equilibrar as contas sem penalizar ainda mais os cidadãos. “Não vale a pena baixar impostos se, no final, vamos pagar mais na bomba”, enfatizou.
O líder do Chega não poupou críticas ao estado da saúde pública, mencionando a fila de um milhão de pessoas à espera de consultas. Aumentos nas listas de espera para cirurgias oncológicas foram citados como evidências da falência do sistema sob a gestão atual. “O que o orçamento traz para a saúde?”, questionou Ventura, exigindo respostas.
A tensão no Parlamento aumentou quando Ventura confrontou diretamente o primeiro-ministro, insinuando que Costa não vive a realidade dos cidadãos. Ele acusou o governo de não ter soluções para os problemas que afligem a sociedade, como a educação e a saúde, e de se esconder atrás de promessas vazias.

O discurso de Ventura foi um apelo à ação, uma convocação para que os deputados olhassem além das suas bolhas e reconhecessem o sofrimento do povo. “Os portugueses merecem mais do que palavras. Precisamos de um orçamento que reflita a realidade e que priorize quem realmente trabalha por este país”, afirmou.
A sessão no Parlamento foi marcada por gritos e aplausos, refletindo a divisão entre os partidos. Ventura, com seu estilo provocador, conseguiu captar a atenção e a indignação do público, tornando-se o porta-voz de uma frustração acumulada.
Este discurso histórico poderá ter repercussões significativas na política portuguesa, à medida que as eleições se aproximam. O Chega, com Ventura à frente, parece determinado a capitalizar sobre o descontentamento popular e a instabilidade do governo socialista.
A resposta do governo e a reação do público serão cruciais nos próximos dias. O clima no Parlamento continua tenso, e a pressão para que o governo responda às críticas de Ventura é palpável. O que acontecerá a seguir poderá moldar o futuro político de Portugal.