André Ventura, líder do Chega, desafiou abertamente o sistema político em Portugal, denunciando a corrupção e o aumento do desemprego entre os jovens. Em um discurso contundente, ele criticou o Partido Socialista (PS) por suas prioridades invertidas, afirmando que estão mais preocupados com cargos do que com as necessidades reais do povo.
Durante sua fala, Ventura destacou que o PS deveria temer a violência crescente e a corrupção, mas, segundo ele, o verdadeiro medo do partido é perder influência. “Eles só se preocupam com os lugares e taxas, enquanto o povo enfrenta problemas reais”, afirmou. Essa declaração ecoa a frustração de muitos cidadãos que se sentem ignorados.
O líder do Chega também criticou a distribuição de cargos entre amigos, argumentando que o país precisa de uma mudança real. “Devemos priorizar a transformação do país, não apenas trocar empregos entre os aliados”, declarou Ventura, enfatizando a necessidade de um governo que atenda às demandas da população.
Ele reafirmou seu compromisso em lutar contra a corrupção, afirmando que esse será um dos pilares de sua candidatura. Ventura expressou confiança em sua capacidade de conquistar o apoio popular nas próximas eleições, prometendo que não se esquivará de responsabilidades, independentemente do resultado.
“Se eu falhar, a responsabilidade é minha. Não vou culpar urnas ou qualquer outra coisa”, disse Ventura, demonstrando uma postura firme e decidida. Ele ressaltou a importância do contato direto com os eleitores, criticando adversários que evitam interações públicas.

O discurso de Ventura, que ocorreu em um evento recente, revela a crescente tensão no cenário político português. Com as eleições se aproximando, a disputa entre Chega e PS promete ser acirrada, com Ventura buscando consolidar sua base e expandir sua influência.
A mensagem central de Ventura é clara: ele não quer um governo socialista a qualquer custo. “Eu não apoio socialistas em lugar nenhum do país. Eles já nos roubaram tempo demais”, enfatizou, refletindo a determinação de seu partido em combater o que consideram uma agenda política prejudicial.
Com o Chega ganhando força nas últimas eleições, a possibilidade de um novo alinhamento político está no ar. Ventura está determinado a continuar sua luta, prometendo que sua voz será ouvida nas questões que realmente importam aos cidadãos.
À medida que a campanha avança, todos os olhos estarão voltados para as estratégias que Ventura e seu partido adotarão para conquistar a confiança do eleitorado. O desfecho dessa batalha política poderá redefinir o futuro de Portugal.
