“Tony Carreira e Fernanda Antunes refugiam-se em Paris para tentar curar a dor que NUNCA vai embora — a perda devastadora de Sara”
Cinco anos depois, a dor continua intacta. O tempo passou, mas a ausência de Sara Carreira permanece como uma ferida aberta na vida de Tony Carreira e de Fernanda Antunes, pais de uma jovem artista cuja luz se apagou cedo demais. Unidos pela saudade e pela memória da filha, o ex-casal voltou a reunir-se na Gala dos Sonhos, promovida pela Associação Sara Carreira, num dos momentos mais emocionais do ano para a família.
O evento, realizado no Campo Pequeno, em Lisboa, assinalou mais um aniversário da associação criada em homenagem a Sara e reuniu familiares, amigos e apoiantes da causa, num ambiente marcado por lágrimas, silêncio e gratidão. Para Tony e Fernanda, cada gala é mais do que um evento solidário — é um reencontro inevitável com a dor que nunca se foi.
Antes do início da cerimónia, Fernanda Antunes falou com emoção, escolhendo palavras simples, mas carregadas de sentimento: “A Sara vai ficar para sempre”, começou por dizer, visivelmente comovida. “A memória, o sorriso, a beleza, a bondade… toda a Sara vai ficar para sempre. É o que eu queria, que ninguém se esquecesse dela. Só isso.”
A mãe confessou ainda que, apesar do apoio da família e da presença dos netos, datas como o Natal continuam a ser especialmente difíceis. “O meu Natal vai ser difícil, claramente”, admitiu. “É um Natal completamente diferente hoje em dia, porque não é possível não me lembrar da Sara, sabendo a paixão que ela tinha por esta quadra. É impossível não pensar nela e, ao pensar nela, ela não está ali…” Uma ausência que pesa, que se impõe, e que transforma cada celebração num exercício de resistência emocional.
Já Tony Carreira, conhecido pela sua sensibilidade artística, assumiu que ainda hoje evita ver vídeos da filha. “Tento não ver”, confessou, num tom contido, mas profundamente revelador. A dor é demasiado grande para ser revivida sem consequências. Ainda assim, o cantor prefere focar-se na missão que nasceu da perda: o trabalho da Associação Sara Carreira.
“Já ajudámos crianças em grandes dificuldades e estamos também a apoiar animais, porque a Sara adorava animais”, revelou Tony, sublinhando que a melhor forma de manter a filha viva é continuar a fazer o bem em seu nome.
Longe dos holofotes, Tony Carreira e Fernanda Antunes encontram algum refúgio em Paris, cidade onde passam períodos mais reservados, tentando, dentro do possível, lidar com uma dor que não tem cura — apenas formas de ser suportada.
Cinco anos depois, Sara continua presente em cada gesto solidário, em cada bolsa atribuída, em cada criança ajudada. E, sobretudo, continua viva no coração de quem a amou. Porque há ausências que o tempo não apaga — apenas ensina a carregar.
